I CONCURSO PETROBRAS CASABLOCO DE ARTES CARNAVALESCAS

Sob a lua de prata que a rua festeja,
o Carnaval é verso, é tela, é peleja.
Nas esquinas, brilham amores febris,
em ritmos que dançam, incertos e sutis.
O batuque explode, e a vida incendeia,
um mundo bordado em frevo e sereia.
Confetes caem como chuva de estrelas,
e as máscaras sussurram segredos ao vento.
No coração do povo, pulsa a aquarela,
unindo o riso à lágrima no mesmo momento.
E cada passo no asfalto reluz,
é arte que emerge, é alma que seduz.
Na avenida, desfilam histórias antigas,
fantasias que cantam memórias vividas.
Há uma voz que ecoa, em mil tons e tambores,
tecendo um poema de cores e amores.
Carnaval é luta, é um grito que abraça,
um templo onde a vida nunca se disfarça.
Amores nascem ao som da batucada,
sob serpentinas, paixões entrelaçadas.
Nas cores, há festa; na festa, há união,
um povo que dança de mãos com a emoção.
É efêmero, é eterno, é um instante divino,
o Carnaval é o Brasil, é o destino.
Que venham as noites, que o sol nos aqueça,
nas lantejoulas, cada dor adormece.
O amor tem a cor do suor que reluz,
e a festa nos leva onde a alma seduz.
Carnavais de amores, de luz e canção,
o mundo é mais vivo sob tal explosão.


ANA LUCLÉCIA DA SILVA SANTOS é escritora, poetisa e estudante de Letras pela UFAL. Natural de Pariconha, Alagoas, sua obra explora memórias, oralidades e vivências nordestinas, refletindo as cores e emoções da vida em poesias, crônicas e contos.

A pintura que acompanha o poema é de LUISA FIRMINO, uma artista autodidata e psicóloga que traduz, por meio de suas pinturas, a essência da cultura brasileira, com um olhar especial para o subúrbio carioca. Nascida e criada Cachambi, na Zona Norte do Rio de Janeiro, sua arte é uma celebração das cores, personagens e vivências que compõem o cotidiano da sua área. Seu trabalho artístico se entrelaça com a atuação de psicóloga escolar e clínica, onde utiliza a pintura como ferramenta para estimular a subjetividade, conectando arte e psicologia de forma singular. Na obra Subúrbio em Fevereiro, a artista retrata uma das manifestações mais marcantes do Rio de Janeiro: os grupos de bate-bola, que invadem as ruas durante o Carnaval, e a paixão do povo pelas escolas de samba. Sua relação com o carnaval carioca se fortalece ainda mais em 2025, quando suas pinturas farão parte do desfile da Estação Primeira de Mangueira na Sapucaí.

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